Como não dever - ou se você já é um devedor - como deixar as dívidas para trás e começar um novo ano com as contas bem organizadas para viver com tranquilidade? As dívidas pessoais, com instituições financeiras, que são realizadas para aquisição de um bem, por exemplo, podem até dar bastante satisfação para quem as faz. Porém, é preciso tomar cuidados para ajustar ao que você ganha. Muitas vezes as pessoas assumem prestações que parecem caber em seus vencimentos, mas que, somadas a outras despesas, ultrapassam o orçamento.

Nos últimos tempos tem sido expressivo o número de pessoas buscando o Sinapers para tentar solucionar problemas com empréstimos consignados, onde em muitos casos acabam se encontrando com o contracheque “zerado”, ou seja, ficam sem receber absolutamente nada, dada a quantidade de empréstimos descontados diretamente em folha.

Chegamos ao final do ano e não tivemos um saldo positivo no pagamento dos precatórios. Isso nos deixa um tanto indignados e perguntamos por que os governos não pagaram essas dívidas assim que foram julgadas as primeiras sentenças pelo judiciário.
Nos governos de 1999 até 2008, os precatórios não foram pagos. Eu falo dos precatórios alimentícios, aqueles devidos pelo Instituto de Previdência aos seus pensionistas já velhinhos e cansados, que estão até morrendo na fila de espera.

Na medida em que os anos vão nos atropelando, vamos nos dando conta de que nem tudo saiu como imaginávamos. Nós imaginamos, mas não plantamos. Não plantamos a solidariedade, a civilidade, o comprometimento com o outro. Não nos preocupamos em plantar o respeito mútuo, achando que ele nasceria por si só. 

A reforma da previdência vem com tudo para tirar muito mais que o sono do funcionalismo público. Estamos há anos lutando pelo pagamento dos precatórios que escancarou o desrespeito às sentenças judiciais e, consequentemente, a insegurança jurídica deste país.